quarta-feira, 23 de junho de 2010

Lembranças...

Sinto saudades da minha infância!

Sinto falta do tempo que acordar de cara feia era apenas sinal de que a cama andaria agarrada em minhas costas por todo aquele dia; que roubar nas brincadeiras de pique-pega e pique-esconde era justamente parte da brincadeira e que não trapacear, nesse caso, era coisa dos chatos que não sabiam brincar! Malas!

Gosto de lembrar das "peladas" que joguei com meus 7 tios: eu era praticamente a bola de futebol deles! Sempre a "bobinha", a gandula, a técnica que ninguém ouvia... e me diverti tanto assim. Era fácil ser feliz com quase nada naquela época!

Gosto também de recordar minha avó, ouvindo músicas portuguesas na rádio aos sábados à tarde, enquanto fazia "aquela" faxina na cozinha. Ou quando ela me gritava da varanda p/ não brincar de comidinha com as flores do jardim dela. Bons tempos...

Jogar basquete era cortar o fundo de um balde velho, prendê-lo na cerca do sitio e usar uma bola de futebol velha e que não "quicava" como a bola da Hortência! Chique, né?!

Diversão era invadir o sitio do vizinho para roubar mangas... Ah, sim! Porque as mangas do sítio da minha avó não eram tão doces quanto as mangas do sítio vizinho! Ou então ir pra casa da Dona Maria, avó de minha amiguinha Gisa, e brincar de restaurante (cheio, famoso e com muitos empregados e clientes imaginários) com a taioba da plantação dela! Ela ficava furiosa!

Várias outras lembranças aparecem na mente quando penso na minha infância. E acabo julgando que a minha foi a melhor infância que eu podia ter. Não poderia ser mais perfeita, mais doce, mais linda, mais completa... mais feliz!

Fico feliz de ter tido 7 tios=7 pais. Uma mãe fabulosa dentro dos seus mais terríveis defeitos. Namoradas/esposas dos tios e namorados/maridos das tias que também mandaram e desmandaram em mim, mas que sempre me amaram. Sentia isso. Sinto isso ainda hoje, com rarissimas exceções.
Sinto-me privilegiada pelos amigos que tive. De todos os tipos, cores e tamanhos. E grata por ter sido acolhida por seus pais também como filha deles!

Com um familia tão grande, é possível ser triste? Reclamar da vida? Dizer que estou só? Seria inclusive grande injustiça da minha parte. Não me sinto assim.

Gosto de lembrar de tudo que vivi na minha infância... Minha vida, até hoje, tem reflexos do que vivi naquele tempo. Aprendi a dar mais valor a comemoração com os amigos pela promoção recebida, do que ao aumento na conta bancária a cada final de mês. Aprendi que encontrar um sorriso tímido, escondido, é mais gostoso do que tentar desvendar o mistério da tristeza nos outros.

Fazer perguntas? Pra quê? Só elas realmente forem importantes e se não ferirem o espaço alheio!
Tentar entender os problemas? Porque? Se o que você precisa de verdade é encontrar a solução pra eles!
Julgar? Que direito você tem? Vc não sabe pelo que o outro está passando!
Falhar? É humano! Seja responsável e procure não cometer os mesmos erros!
Seja bom: desejar o mal só atrai coisa ruim!
Sorria: não existe antisinais melhor que uma boa gargalhada!
Seja paciente, mas não seja doente! Poucas coisas no mundo não tem cura. E o mau humor não é uma delas!
Ame! Loucamente! Sem pudor! Se você se machucar terá ao menos duas coisas boas: viveu intensamente e terá uma boa história pra contar!
Viva! Amanhã pode nunca chegar! E arrependimento é palavra que não existe no vocabulário de quem foi (ou ainda é) uma criança feliz!

=)

Um comentário:

  1. Nath,
    Gostar do nosso passado e lembrar dele com carinho, faz valorizar o nosso presente e enriquecer o nosso futuro.

    Beijos
    Mamy

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